00 - Prólogo // CHEIA

Seja muito bem-vindo! Esse é o primeiro capítulo de uma história que foi criada em uma madrugada qualquer. Para saber mais sobre isso clique aqui

Lá estava ela.

Perdida, com os olhos vagando em meio ao mar e o nascer do sol. Sozinha. Suas mãos apoiadas por sobre as pedras e um respirar calmo, como se dormisse.Mas não dormia. Chorava levemente.

Em meio a pensamentos perdidos se sentiu presa por um instante. Presa a coisas do passado e presa a própria solidão. Presa por uma dor passageira,como aqueles amores que vem e vão.

Quem era ela?

E ao observar o nascer do sol, planejava em sua mente uma mudança radical.Queria sair dali, sorrir novamente. Levantar e olhar com olhos de triunfo tudo o que a vida tem a oferecer. Queria sentir de novo o sangue correr em suas veias e arrepiar os sonhos antes deixados pra trás. Queria ser viva. Queria viver.

Queria, um dia, esquecer o mal causado por quem devia trazer o bem. Queria esquecer as marcas. Era isso que ela pensava. Esse era o dia,apenas.

E enquanto estava perdida, não percebeu que ao seu lado perdeu-se alguém.

Lá estava ele.

Sentou-se a uns poucos metros de distância. Pôs suas mãos nas pedras e passou a prestar bastante atenção no movimento das ondas. Ela olhou de soslaio. Nada diferente.

"Deve estar pensando em coisas importantes" imaginou ela. Até que os olhares se cruzam. Um misto de ansiedade e surpresa a toma e faz com que vire o rosto rapidamente. "Preciso me banhar" pensa tentando (não se sabe porque) esquecer o ocorrido.

Ainda é cedo e o sol acabara de se colocar em seu lugar. Ao colocar os pés na água, constatou que estava fria. "Como meu coração" brinca ela. As ondas batendo fortemente e ela com os pés firmes caminhando em direção ao centro. Arrepios tomam todo o corpo e a sensação de frio aumenta. A água já estava acima da cintura.

Ela dá mais uns passos, quando de repente sente que seus pés não alcançam mais o chão. Um súbito desespero a toma. Começa desesperadamente a se debater e tenta gritar. Ela não sabe nadar. 

Seus gritos são abafados pela água que, cada vez mais, cobre seu rosto.

Ela afunda.

Seus braços para cima. Seu corpo descendo. Os olhos fechando lentamente. Ela já não consegue prender a respiração.

Até que uma mão a puxa, segura em seus ombros e a trás a realidade. Lá estava ele.



Espero ver você aqui nos próximos posts. Estamos (isso mesmo! Eu e você!) construindo um patreon para minha história, se quiser ter novidades exclusivas sobre ela clique aqui. Quer ajudar dando ideias pra ele, ou qualquer outra coisa envia um e-mail pra: contatofabiolalopesblog@outlook.com 



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