As aparências te enganam.



Hoje eu resolvi escrever um texto pra reflexão de uma frase que me incomodou muito essa semana. A imagem ta meio dramática demais. Pra dar uma ênfase no que vou falar.

Sei que existem parentes e amigos que leem o blog e realmente não me importo com isso. Não me importava até agora, e em uma situação "hipotética" explicarei o porque.

Digamos que dias atrás estava a conversar com colegas. Pessoas que não vejo com tanta frequência. Consequentemente entramos no assunto "blogosfera". Até aí tudo bem. O fato que me deixou realmente chateada foi uma frase dita no meio da conversa.


"Nossa, você está se tornando muito parecida com fulano de tal. Seu modo de escrever. Seu modo de agir. Não quero que você seja assim comigo."

Parece uma coisa muito simples, mas não é. Em mim desencadeou uma temporária crise de identidade e uma busca pelo autoconhecimento ainda pior. Até chegarmos a esse texto.

As aparências as vezes são colocadas acima de qualquer coisa. Você tem que ser parecido com alguém ou com alguma coisa, senão você acaba sendo o ninguém. Você tem que ser tachado de alguma coisa, você tem que ter um status.

Você tem que ter. Senão você não é.

Isso realmente me deixa injuriada (!) e muitos acham que meus 17 anos influenciam muito nessa injúria. Lá vem os muitos de novo se enganando com as aparências. 

Creio que ninguém goste de ser comparado com ninguém. Ainda mais quando a comparação vem acompanhada de um "Não quero que você seja assim comigo".

Fiquei pensando que as pessoas atribuem um nome a você, atribuem um modo de ser a você e mesmo escolhendo as suas qualidades ainda acreditam que você não deve ser assim com elas. ficadifícilnéprodução?

Pessoinhas, uma coisa que eu aprendi nesse pouco tempo de vida que tenho é que não devemos atribuir nada a ninguém. Devemos aceitar (!). Assim é muito mais fácil a convivência, já que você assiste o verdadeiro "eu" da pessoa e não fica se sentindo enganado quando algo que você não planejou sai do script do teatro inventado por você (na sua cabeça).

Se não tivessem me atribuído títulos de fulano de tal tenho certeza que teriam me aceitado (não que eu queira tanto assim essas companhias) com mais facilidade, já que estariam diante da verdadeira Fabíola.

Acalmei os ânimos e preparei um tutorial pra postar pra vocês mais tarde (pra quebrar a tensão *risos*). E a crise de identidade acabou. A busca pelo autoconhecimento continua. Com mais calma, claro (:

4 Comentários:

  1. Olá Fabíola, tudo bem?
    Olha, eu compreendo sua frustração, e apesar de não saber com quem e quais condições você foi comparada a esse blogueiro, peço que você reflita uma outra coisa:
    É natural do ser humano que façamos associações, que no popular fica sendo comparações. No período de aprendizado, nós nos espelhamos em outras pessoas que podem nos ensinar algo, ou nos grandes nomes, pois eles já passaram por esse aprendizado e podemos nos apoiar no que eles descobriram, por essas e outras, não é tão ruim assim que essa associação seja feita. Nos mostra que caminho estamos seguindo e se continuamos nele ou não. Só aí então criaremos a nossa própria identidade.
    Não seja dura contigo, nem com essas pessoas. Continue o seu caminho consciente que vai ser comparada e isso servirá para que você se avalie e molde seu curso.

    Espero ter ajudado.
    Abraços do Elfo!

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    1. Obrigada por essas palavras ! Me ajudaram bastante. Visitei teu blog e adorei (:

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  2. Fabíola, rótulos são muito comuns, vivemos em uma sociedade de comparação, quem tem mais poder, dinheiro que fulano?

    Tente ser quem você é, e se as pessoas não gostarem do seu jeito não mude, desde que esteja bem resolvida, claro.

    Sucesso, você vai longe ;)

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    1. Bem chato vivermos numa sociedade dessas. Ser eu é a melhor resposta mesmo.

      Vou até aonde meus pensamentos alcançarem. Pode deixar ;)

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